Poesia – Soul Marginal (Kátia Marques autoral)

Soul Marginal

Meu amor é marginal,
É liberal, não há moral,
No amor o qual me faz viver.

No meu querer não há lugar para o ódio,
O ódio só está no pódio daqueles que não sabem o que é viver.
No meu querer eu toco o mundo,
Eu amo afundo,
Mergulho, me inundo,
Naquilo que acredito Ser.

Beijar os corpos, tecer os laços,
Amar o próximo com tudo aquilo de mais humano que lhe pertencer,
Eu quero amar um homem,
Uma mulher, seja o Ser que for,
Que eu saiba o valor do Ser Humano.

O amor é flor que só floresce se regar,
É imensidão que deságua no mar,
Das intensões que todos têm no coração.

Soul marginal, e o meu amor é surreal,
Aos olhos dos que não veem,
Das marés que nadei contra,
Falar do amor que não tem regra,
Sempre foi uma afronta aos que dele nada sabem,
Mas o que me assusta é que nada sabem e nada querem saber.

Não querem querer,
Não podem torcer,
Os braços que se encontram cruzados.

O amor não irá desabrochar,
Em terrenos amaldiçoados,
Pela falta da crença e da esperança,
Ele permanecerá lá,
Intacto,
A espera de quem o queira,
QUERER.

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